sexta-feira, agosto 26, 2005

good and evil

"Annihilation itself is no death to evil. Only good where evil was, is evil dead. An evil thing must live with its evil until it chooses to be good. That alone is the slaying of evil" (George MacDonald).

Má-o-meno:

"A aniquilação por si só não significa a morte do mal. Somente a presença do bem onde havia maldade é de fato a morte do mal. Uma coisa maligna deve conviver com sua malignidade até que escolha ser boa. Apenas aí é que se dá o fim do mal" (George MacDonald).

sexta-feira, agosto 19, 2005

uma mensagem de Brother Roger

Happy Are They

One of the first things Christ says in the Gospel is this: "Happy the simple-hearted!" Yes, happy those who head towards simplicity, simplicity of heart and simplicity of life.

A simple heart attempts to live in the present moment, to welcome each day as God’s today… Simplifying our life enables us to share with the least fortunate, in order to alleviate suffering where there is disease, poverty, famine…

Where can we find the simplicity indispensable for living out the Gospel? Some words of Christ enlighten us. One day he said to his disciples, "Let the little children come to me; the realities of God are for those who are like them."

And so we would like to say to God: "God, you love us: turn us into people who are humble; give us great simplicity in our prayer, in human relationships, in welcoming others."

Brother Roger of Taizé
stabbed to death on Thusday
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Possibilidade de tradução:
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Uma das primeiras coisas que Cristo diz nos evangelhos é: "Felizes os simples de coração!". Sim, felizes aqueles que se movem em direção à simplicidade, simplicidade de coração e simplicidade de vida.
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Um coração simples tenta viver no presente momento, dando boas-vindas a cada dia como o hoje de Deus... Simplificar a nossa vida permite-nos compartilhar com os menos afortunados, a fim de aliviar o sofrimento onde há doença, pobreza, fome...
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Onde podemos encontrar a simplicidade para viver o evangelho? Algumas palavras de Cristo são esclarecedoras. Um dia ele disse aos discípulos: "Deixar vir a mim as criancinhas; delas é a realidade do reino de Deus".
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E assim gostaríamos de dizer a Deus: "Deus, tu nos amas. Torna-nos pessoas mais humildes; dá-nos grande simplicidade em nossas orações, em nossas relações humanas, em nossa hospitalidade para com os outros"
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Irmão Roger, de Taizé (França)
assassinado a facadas na última quarta-feria (17 ago 05)

terça-feira, agosto 09, 2005

nagasaki

Faze hoje 60 anos que caiu uma bomba atômica sobre a cidade de Nagasaki, matando milhares de pessoas e forçando a rendição incondicional do exército japonês. Uma canção romântica do Gilberto Gil sugere que "uma bomba sobre o Japão fez nascer o Japão da paz". A canção trata especificamente de conflitos conjugais, mas faz uma afirmação que chama a atenção. Como pode uma bomba trazer a paz?

De fato, depois da bomba o Japão se rendeu aos Estados Unidos, e ao mundo ocidental. Até bem pouco tempo não havia mais exército japonês, hoje os soldados japoneses participam das forças de paz da ONU e o Japão é uma potência econômica, industrial, tecnológica, embora cada vez mais descaracterizada, desenraizada de suas antigas raízes culturais. Mas é isso o que podemos chamar de o Japão da paz?

As guerras são feitas em nome da defesa da pátria, da ordem, de Deus... e da paz. Esse é o grande argumento para justificar os lançamentos das bombas sobre Hiroshima e Nagasaki. Para salvar vidas americanas, é preciso matar muitos japoneses. E assim, se de fato a bomba trouxe a paz, aquelas vidas morreram em sacrifício.

Contudo, o que traz a paz não é a bomba. Ela traz a dominação, a destruição, a humilhação, o trauma, mas não a paz. Traz uma nova ordem mundial, um novo mapa para as nações, estabelece novas rotas para os navios, outras moedas correntes.

A paz nasce da reconciliação com o inimigo, do perdão, da aceitação do outro, do respeito mútuo, da cooperação. A paz não é um tratado de rendição em que o vencido admite sua derrota. É uma declaração de amor. A paz é irmã gêmea da justiça.

Entretanto, numa dimensão muito mais profunda e na dimensão do evangelho de Cristo, a paz que o mundo não pode conhecer, que transcende a lógica de nossa cultura, a paz de Cristo é trazida pelo seu sacrifício. Paz com Deus, quebra de barreiras, paz com os seres humanos. Paz interior e com o cosmos. Paz que nasce do desejo bom do Criador. Paz que é estabelecida em nós pelo Espírito Santo. Paz rara, paz profunda!

Uma bênção irlandesa diz: "Deep peace, pure gold of the sun to you. Deep peace, pure white of the moon to you. Deep peace, pure blue of the sky to you. Deep peace, pure green of the grass to you. Deep peace, pure brown of the earth to you. Deep peace, pure grey of the dew to you. Deep peace, of the running wave to you. Deep peace, of the whispering trees to you. Deep peace, of the flowing air to you. Deep peace, of the quiet earth to you. Deep peace, of the shining stars to you. Deep peace, of the Son of Peace to you".

Uma tradução mais ou menos: "Paz profunda, puro ouro do sol para ti. Paz profunda, pura brancura da lua para ti. Paz profunda, puro azul do céu para ti. Paz profunda, puro verde da grama para ti. Paz profunda, pura cor de terra para ti. Paz profunda, puro cinza do orvalho para ti. Paz profunda das águas correntes para ti. Paz profunda, do murmúrio das árvores para ti. Paz profunda, do ar que flui para ti. Paz profunda, do Filho da Paz para ti".

sexta-feira, agosto 05, 2005

why we flee

Why We Flee
(M. Basil Pennington)

"Unfortunately, in seeing ourselves as we truly are, not all that we see is beautiful and attractive. This is undoubtedly part of the reason we flee silence. We do not want to be confronted with our hypocrisy, our phoniness. We see how false and fragile is the false self we project. We have to go through this painful experience to come to our true self.


"It is a harrowing journey, a death to self—the false self—and no one wants to die. But it is the only path to life, to freedom, to peace, to true love. And it begins with silence. We cannot give ourselves in love if we do not know and possess ourselves. This is the great value of silence. It is the pathway to all we truly want".

Possível tradução:
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"Infelizmente, ao ver-nos como realmente somos, nem tudo o que vemos é bonito e atraente. E em parte é por isso mesmo que fugimos do silêncio. Não queremos ser confrontados com nossa própria hipocrisia, nossos fingimentos. Vemos quão falso e frágil é o falso eu que projetamos. Temos que passar por essa experiência dolorosa para encontrar nosso verdadeiro eu.
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"É uma viagem limitante, a morte do eu -- do falso eu -- e ninguém quer morrer. Mas esse é o único caminho para a vida, a liberdade, a paz, o verdadeiro amor. E tudo começa com silêncio. Não podemos dar a nós mesmos em amor se não conhecemos e possuímos a nós mesmos. Esse é o grande valor do silêncio. Ele é o caminho para tudo o que realmente desejamos".
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[M. Basil Penington faleceu recentemente devido a ferimentos graves em um acidente de automóvel]

quinta-feira, agosto 04, 2005

the American Indians

"The Indians knew that life was equated with the earth and its resources, that America was a paradise, and they could not comprehend why the intruders from the East were determined to destroy all that was Indian as well as America itself" (Dee Brown).

segunda-feira, agosto 01, 2005

haicai

inverno sem frio
primavera deslocada
árvore confusa