terça-feira, janeiro 08, 2008

finalmente, o site

Queridos amigos, finalmente nasceu o meu site. Visitem: www.gladircabral.com.br.

Ele nasceu deste blog, por isso o conteúdo ainda é bastante semelhante. Mas pouco a pouco vou inserir no site informações novas, download de música, letras, cifras coisa e tal. Mas pretendo continuar com o blog até onde for possível.

Espero vocês lá.

Abraços,

Gladir

segunda-feira, janeiro 07, 2008

conserto

Saiu finalmente a primeira parceria com Tiago Vianna! Custou, rapaz. Mas valeu a pena. Eis aí alguma coisa para começar.

É fim de tarde

As folhas dançam ao vento
E o pescador se distrai
E conserta as suas redes
Em silêncio

E relembra as ondas e o barco
Noite em claro e ele tão longe do lar
Tempestade em mar aberto
Pensamento

As agulhas e as linhas
O olhar de quem já não mais sente nas mãos
A própria dor
O talho tão cruel

Fios soltos e rompidos
Logo reparados e cingidos assim
Com força e com vigor
E mais um carretel

Assim é Deus em seu amor
A corrigir e emendar
Nossas redes rotas, tão poucas,
E o coração infiel e teimoso

Assim é Deus em seu amor
A refazer e retomar
Laços tão humanos, tão frágeis
Num mundo cada vez mais perigoso

Logo tudo se renova
O horizonte anuncia:
O sol nascente brilha!
O vento já mudou
O pescador já voltou ao mar
E a longa praia a esperar
Alguém que logo irá voltar

(Tiago Vianna e Gladir Cabral)

trabalha, poeta (Silvestre Kuhlmann)

Tenho ouvido ultimamente as canções do compositor, arranjador e poeta Silvestre Kuhlmann. Eis aqui uma de suas preciosidades.

Sem meias palavras,
Semeia a palavra,
Cultiva a boa semente;
Espalha por este solo da Terra
Poemas.

A pena, a peneira, a pepita,
Garimpa, lapida;
Descobre o tesouro,
Cava com a pá.

Provoca o vocabulário,
Bulindo no vocabulário;
Burla o sentido, faz o belo.
Elabora, labora.

Procura a cura no verso.
Emoção, reação adversa;
É perverso ver o mundo
Sem teu olhar, poeta.

Se te moves, poeta,
Comoves;
Poeta, não te acomodes
Nas cavernas da melancolia.

(Silvestre Kuhlmann)

quinta-feira, janeiro 03, 2008

sinfonia do perdão (Jorge Camargo)

Isso aconteceu no final de 2006. O tempo passa, mas ainda ressoa a beleza desta humana sinfonia.

Na última terça-feira (21/11), minha mãe Vanira, levantou mais
cedo que de costume.

Sentou na cadeira da sala de jantar e puxou uma conversa leve e
descompromissada com meu pai. Surpreso com sua presença
inesperada, seu Jorge, o "preto" como era carinhosamente chamado
por ela, esticou o bate-papo.

Minutos depois, ela reclamou de uma dor no peito e foi se deitar.
Ele a acompanhou.

Ao lado da cama, a frase inesperada: "Preto, me perdoe. Me perdoe
pelas palavras ásperas e pelas dores que lhe causei nesses anos juntos
(quarenta e seis, pra ser mais exato).

"Eu é que te peço perdão!", ele respondeu.

Foram as últimas palavras de minha mãe.

Naquele quarto apertado de uma casa pequena e simples perdida
na periferia da grande cidade uma obra de rara beleza foi executada.
O tema? A Sinfonia do Perdão.

Aqui nesse mundinho fétido, apenas dois seres que se amaram
e que foram cúmplices e parceiros de vida ouviram-na em toda
a sua exuberância.

No céu, míriades de anjos e Seu Grande Compositor testemunharam-na.

Minhas lágrimas apenas captaram o eco de seus últimos acordes e
registraram-na em minha alma como a mais linda obra musical que
eu ouvi em toda a minha vida.
por Jorge Camargo

de bem com Deus (Roberto Diamanso)

Esta é outra canção concentrada e em estado puro de diamante de Roberto Diamanso. Todos que o conhecem sabem muito bem que certas canções destilam em sua alma gota a gota, palavra a palavra, letra a letra.

Eu tô de bem com meu Deus
Que te mandou um abraço;
Vem fazer uso do espaço
Lá do esquerdo do meu peito.

Aqui está a igreja;
Eu adoro olhando as imagens
Que cantam, dançam e pegam
Que eu até me peguei:
Como de mim são iguais?
Semelhantes são as tais
Com o Artesão que as fez.

Não há "primos inter pares"
O Primeiro entre os irmãos
Está à direita do Pai
E é tão bem vindo entre nós
Lembrado ao partir do pão
Fala aos que aqui estão
Ávidos para ouvir Sua voz.

(canção de Roberto Diamanso)