Discutindo sobre a experiência da amizade, Lewis faz uma constatação surpreendente: a de que o homem moderno tem muita dificuldade de valorizar a amizade, de vê-la como uma forma nobre de amor. Ele, um estudioso da história clássica e medieval, comenta como a amizade era vista pelos antigos como "a mais feliz e a mais plenamente humana de todas as formas de amor humano; a coroa da vida e a escola da virtude" (C.S. Lewis, Four Loves, p. 57). Isso porque a amizade traz a experiência de amor independente de vínculos de sangue, independente de instintos imediatos, independente até da pressão da coletividade. A amizade é a forma de amor menos natural que há, por isso mais rara, dependente da vontade, da decisão, da escolha de cada um.
Despedida Se um dia você viajar pra Goiás E passar a porteira dos campos gerais Não se avexe e ande um pouco mais E será bem-vindo em meus quintais Com violas, cantorias. E se um dia você for ao Sul do Brasil E for tempo de inverno ou dia de frio, Provará o nosso chimarrão, Ouvirá, quem sabe, uma canção E haverá entre nós comunhão. Contaremos muitos causos, Lendas do sertão, Partiremos sobre a mesa Frutos deste chão, Levaremos na algibeira A recordação de um tempo tão bom. Se a distância um dia se estender entre nós E deixar-nos mudos, pensativos e sós, Os caminhos é que falarão Dos amigos que sempre serão, Pela fé, companheiros e irmãos.
Comentários
Abraço meu amigo "bloguiano".
Tenho a suspeita que, em função de nossa correria, de nossas prioridades profissionais, acadêmicas e outras coisas, deixamos de investir tempo e atenção a uma boa amizade. E sem isso, é como ter uma planta sem adubo e sem água.