Um rabi perguntou a seus alunos: "Quando é que dá, ao amanhecer, para distiguir a luz das trevas?" Um estudante respondeu: "Quando distingo um bode de um macaco". "Não", respondeu o rabi. Um outro disse: "Quando eu distingo uma palmeira de um figo". "Não", respondeu o rabi de novo. "Bem, então qual é a resposta?", seus alunos o pressionaram. "É quando você se olha o rosto de cada homem e de cada mulher e se vê nele seu irmão e sua irmã", disse o rabi."Só então você viu a luz. Tudo o mais é treva" (um conto hassídico in War: A Call to Inner Peace).
Despedida Se um dia você viajar pra Goiás E passar a porteira dos campos gerais Não se avexe e ande um pouco mais E será bem-vindo em meus quintais Com violas, cantorias. E se um dia você for ao Sul do Brasil E for tempo de inverno ou dia de frio, Provará o nosso chimarrão, Ouvirá, quem sabe, uma canção E haverá entre nós comunhão. Contaremos muitos causos, Lendas do sertão, Partiremos sobre a mesa Frutos deste chão, Levaremos na algibeira A recordação de um tempo tão bom. Se a distância um dia se estender entre nós E deixar-nos mudos, pensativos e sós, Os caminhos é que falarão Dos amigos que sempre serão, Pela fé, companheiros e irmãos.
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