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Postagens

good and evil

"Annihilation itself is no death to evil. Only good where evil was, is evil dead. An evil thing must live with its evil until it chooses to be good. That alone is the slaying of evil" (George MacDonald). Má-o-meno: "A aniquilação por si só não significa a morte do mal. Somente a presença do bem onde havia maldade é de fato a morte do mal. Uma coisa maligna deve conviver com sua malignidade até que escolha ser boa. Apenas aí é que se dá o fim do mal" (George MacDonald).

uma mensagem de Brother Roger

Happy Are They One of the first things Christ says in the Gospel is this: "Happy the simple-hearted!" Yes, happy those who head towards simplicity, simplicity of heart and simplicity of life. A simple heart attempts to live in the present moment, to welcome each day as God’s today… Simplifying our life enables us to share with the least fortunate, in order to alleviate suffering where there is disease, poverty, famine… Where can we find the simplicity indispensable for living out the Gospel? Some words of Christ enlighten us. One day he said to his disciples, "Let the little children come to me; the realities of God are for those who are like them." And so we would like to say to God: "God, you love us: turn us into people who are humble; give us great simplicity in our prayer, in human relationships, in welcoming others." Brother Roger of Taizé stabbed to death on Thusday . Possibilidade de tradução: . Uma das primeiras coisas que Cristo diz nos evangelho...

nagasaki

Faze hoje 60 anos que caiu uma bomba atômica sobre a cidade de Nagasaki, matando milhares de pessoas e forçando a rendição incondicional do exército japonês. Uma canção romântica do Gilberto Gil sugere que "uma bomba sobre o Japão fez nascer o Japão da paz". A canção trata especificamente de conflitos conjugais, mas faz uma afirmação que chama a atenção. Como pode uma bomba trazer a paz? De fato, depois da bomba o Japão se rendeu aos Estados Unidos, e ao mundo ocidental. Até bem pouco tempo não havia mais exército japonês, hoje os soldados japoneses participam das forças de paz da ONU e o Japão é uma potência econômica, industrial, tecnológica, embora cada vez mais descaracterizada, desenraizada de suas antigas raízes culturais. Mas é isso o que podemos chamar de o Japão da paz? As guerras são feitas em nome da defesa da pátria, da ordem, de Deus... e da paz. Esse é o grande argumento para justificar os lançamentos das bombas sobre Hiroshima e Nagasaki. Para salvar vidas amer...

why we flee

Why We Flee (M. Basil Pennington) "Unfortunately, in seeing ourselves as we truly are, not all that we see is beautiful and attractive. This is undoubtedly part of the reason we flee silence. We do not want to be confronted with our hypocrisy, our phoniness. We see how false and fragile is the false self we project. We have to go through this painful experience to come to our true self. "It is a harrowing journey, a death to self—the false self—and no one wants to die. But it is the only path to life, to freedom, to peace, to true love. And it begins with silence. We cannot give ourselves in love if we do not know and possess ourselves. This is the great value of silence. It is the pathway to all we truly want". Possível tradução: . "Infelizmente, ao ver-nos como realmente somos, nem tudo o que vemos é bonito e atraente. E em parte é por isso mesmo que fugimos do silêncio. Não queremos ser confrontados com nossa própria hipocrisia, nossos fingimentos. Vemos quão fal...

the American Indians

"The Indians knew that life was equated with the earth and its resources, that America was a paradise, and they could not comprehend why the intruders from the East were determined to destroy all that was Indian as well as America itself" (Dee Brown).

serve somebody

You may be a state trooper, you might be a young Turk, You may be the head of some big TV network, You may be rich or poor, you may be blind or lame, You may be living in another country under another name You may be a preacher with your spiritual pride, You may be a city councilman taking bribes on the side, You may be in a barbershop, you may know how to cut hair, You may be somebody's mistress, may be somebody's heir Might like to wear cotton... might like to wear silk, Might like to drink whiskey, might like to drink milk, You might like to eat caviar, you might like to eat bread, You may be sleeping on the floor, or in a king-sized bed But you're gonna have to serve somebody, yes indeedYou're gonna have to serve somebody. It may be the devil, or it may be the Lord But you're gonna have to serve somebody. Bob Dylan Uma tradução possível: Você pode ser um soldado do governo ou pode ser um jovem turco, pode ser o dono de uma grande rede de TV. Você pode se...

relâmpago

"I am sure that the bit of the road that most requires to be illuminated is the point where it forks" (John Baillie). Tradução possível: "Estou certo de que a parte da estrada que mais precisa ser iluminada é o ponto em que se bifurca" (John Baillie, teólogo escocês, 1880-1960). Eugene Peterson, comentando o Salmo 120, diz que a palavra SENHOR, que aparece uma única vez no salmo, é como um relâmpago que ilumina a encruzilhada. Segundo Elie Weisel, uma história judaica antiga fala de um viajante perdido numa floresta. Está escuro e ele está com medo. O perigo parece rondar cada árvore. Uma tempestade quebra o silêncio. O tolo olharia para o relâmpago, o sábio olha para a estrada repentinamente iluminada diante dele.

derramar o coração

O salmo 62 fala de derramar o coração perante Deus. Trata-se de um convite ao povo. Mais que experiência individual, trata-se de manifestação coletiva, social, comunitária. Um povo, junto, decide derramar seu coração diante de Deus. Onde está o coração de um povo? Na vida econômica, material? Na vida cultural? Na agenda política? Talvez em tudo isso e mais um pouc0. Derramar o coração é experiência de sangria. Não parece ser indolor. É expor-se, é pagar mico, é aprender a lamentar o que é lamentável, aprender a lidar com emoções, com sentimentos, é mais que razão. Não se trata de entender o coração, mas estender as fibras do coração. Ensina-me isso, meu Deus, que essa lição eu perdi. Devo ter faltado à aula.

geada sobre a relva

Ao vir trabalhar hoje pela manhã, encontrei a grama que cobre o campus coberta de uma fina camada de gelo. Não resisti, tive que tocar as folhas da grama, sentir a textura do gelo, o frio, a realidade e a beleza da transformação. Agora mesmo o sol deve estar fazendo o seu serviço de descongelamento geral, pois não há grama que agüente esse frio de doer. Interessante: o que embeleza a vida muitas vezes traz desconforto, frio, dor. A natureza é rigorosa, oscila entre os extremos, e nós habitamos aquela fina camada de calor e conforto chamada cultura humana.

in grasping...

"If what most people take for granted were really true—if all you needed to be happy was to grab everything and see everything and investigate every experience and then talk about it, I should have been a very happy person, a spiritual millionaire, from the cradle even until now…What a strange thing! In filling myself, I had emptied myself. In grasping things, I had lost everything. In devouring pleasures and joys, I had found distress and anguish and fear" (Thomas Merton). Uma tradução possível: "Se o que diz o senso comum fosse realmente verdade -- se para ser feliz bastasse agarrar tudo e ver tudo e investigar cada experiência e então conversar sobre isso, eu teria sido uma pessoa muito feliz, um milionário espiritual, desde o berço até agora... Que coisa estranha! Ao encher-me de coisas, esvaziei a mim mesmo. Ao agarrar as coisas, eu as perdi. Ao devorar prazeres e alegrias, encontrei tristeza e angústia e medo" (Thomas Merton).

sierra

Eis a visão da Serra do Rio do Rastro. Difícil esquecer. Difícil não querer voltar.

desapego

Está aqui uma canção que acabei de fazer. A idéia é trazer de volta a importância das coisas simples, é o exercício do desapego. Estender a esteira, Sacudir a poeira, Desatar as sandálias dos pés, Entregar a moeda da mão E o tesouro do seu coração. Ir além da porteira E cruzar a fronteira, Não voltar mais os olhos pra trás, Ignorar as estátuas e os sais E os navios ancorados nos cais. É preciso recusar, É preciso esquecer, É preciso não se apegar, Porque tudo o que temos Não é nada que somos, Vida, vento, tempo, voz e chão. Possuir as estrelas, Dominar as alturas, Ter a posse das constelações, Já não creio em tais ilusões, Quero gente, fogueira e canções, Uma vida mais simples, De alegrias constantes E de amores intensos e sãos, De desejos sinceros e bons, Como um quadro de múltiplos tons.

só mais uma canção

Jorge, aqui vai um esboço... uns rabiscos. Quem sabe você toca adiante algumas linhas, refaz outras... Ainda não há métrica definida, apenas fragmentos. Minha idéia é pintar um quadro com várias imagens que refletem simplicidade Simplicidade é a claridade de uma gota que despenca de uma nuvem e se debruça numa folha. É a pedra solitária que aguarda a vez do próximo aguaceiro. É o homem parado na beira da estrada. É a sua sandália calada a espera do rumo dos pés. É o vento gelado que vem das montanhas distantes instantes eternos de paz e oração. É o gesto inocente de alguma criança que dança sozinha no meio da rua/parque/quintal em pleno quintal e enxuga uma lágrima e colhe uma flor e atira uma pedra e sorri para o vento que a abraça com paz.

confins da terra

Em minha lectio de ontem meditei sobre o Salmo 61. O versículo 2 diz: "Desde os confins da terra eu clamo a ti". O salmista sentia-se deslocado, distante dos grandes centros, distante dos espaços privilegiados de trabalho, vitória, honra, família, glória. Muito provavelmente ele está no deserto. Ele ora a partir da periferia, da borda do mundo. Isso dá o que pensar.

sino ao longe

Gosto de apresentar velhos poemas a novos e velhos amigos. Bate o sino ao longe E o coração mendigo geme Porque o som distante lhe traz a falta. Falta do que mesmo? Falta do não vivido, Do jamais tocado, Do infinito nada, Da existência atempo, A que nunca houve, E até da que era uma vez Mas findou-se. Bate o coração ao longe E perto do mendigo o sino, A catedral, O vitral misterioso, O cheiro da eternidade, A sombra do templo, O sagrado. E o que falta mesmo? Falta nada. Tudo se completa No mínimo instante Em que um sino ausente toca Para um coração vazio.

things we leave behind

No saguão de embarque do aeroporto de Congonhas (SP) há uma caixa de acrílico, logo na entrada onde as bagagens de mão são vistoriadas por um aparelho de raio X. Nessa caixa estão contidos vários objetos que os passageiros não puderam levar para dentro do avião: tesouras de cabelereiro, tesouras escolares, facas, canivetes suiços, réguas de metal e objetos cortantes de vários tamanhos. Muitos desses objetos são caros, outros são completamente banais, outros ainda parecem ser caseiros, gastos pelo uso, improvisados. Tem até um ursinho de pelúcia! Deve ter sido doloroso para aquela criança deixar para trás tal objeto de afeto e desejo. Certos momentos de nossa vida exigem que tomemos difíceis decisões. Certas coisas que cultivamos, certos hábitos, certos valores, certos desejos que trazemos no bolso devem ser deixados para trás. Para continuar a viagem, é preciso abrir mão deles. Isso é sempre necessário, às vezes doloroso, nunca fácil. Por outro lado, só assim nossas mãos e corações pod...

eixo

No fundo do poço há plena paz de águas puras e límpidas, ainda que abscônditas. No centro da roda de engenho o movimento é mínimo quase nulo, neutro, pois no eixo está a força contida que sustém os braços abertos de quem gira. No centro da Terra, no coração quente e escuro da Terra, ignorando tempestades, metrópoles, aviões e bombardeios, ondas e navios bravios, pulsa a vida.