Em minha lectio de ontem meditei sobre o Salmo 61. O versículo 2 diz: "Desde os confins da terra eu clamo a ti". O salmista sentia-se deslocado, distante dos grandes centros, distante dos espaços privilegiados de trabalho, vitória, honra, família, glória. Muito provavelmente ele está no deserto. Ele ora a partir da periferia, da borda do mundo. Isso dá o que pensar.
Despedida Se um dia você viajar pra Goiás E passar a porteira dos campos gerais Não se avexe e ande um pouco mais E será bem-vindo em meus quintais Com violas, cantorias. E se um dia você for ao Sul do Brasil E for tempo de inverno ou dia de frio, Provará o nosso chimarrão, Ouvirá, quem sabe, uma canção E haverá entre nós comunhão. Contaremos muitos causos, Lendas do sertão, Partiremos sobre a mesa Frutos deste chão, Levaremos na algibeira A recordação de um tempo tão bom. Se a distância um dia se estender entre nós E deixar-nos mudos, pensativos e sós, Os caminhos é que falarão Dos amigos que sempre serão, Pela fé, companheiros e irmãos.
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