Ao vir trabalhar hoje pela manhã, encontrei a grama que cobre o campus coberta de uma fina camada de gelo. Não resisti, tive que tocar as folhas da grama, sentir a textura do gelo, o frio, a realidade e a beleza da transformação. Agora mesmo o sol deve estar fazendo o seu serviço de descongelamento geral, pois não há grama que agüente esse frio de doer. Interessante: o que embeleza a vida muitas vezes traz desconforto, frio, dor. A natureza é rigorosa, oscila entre os extremos, e nós habitamos aquela fina camada de calor e conforto chamada cultura humana.
Despedida Se um dia você viajar pra Goiás E passar a porteira dos campos gerais Não se avexe e ande um pouco mais E será bem-vindo em meus quintais Com violas, cantorias. E se um dia você for ao Sul do Brasil E for tempo de inverno ou dia de frio, Provará o nosso chimarrão, Ouvirá, quem sabe, uma canção E haverá entre nós comunhão. Contaremos muitos causos, Lendas do sertão, Partiremos sobre a mesa Frutos deste chão, Levaremos na algibeira A recordação de um tempo tão bom. Se a distância um dia se estender entre nós E deixar-nos mudos, pensativos e sós, Os caminhos é que falarão Dos amigos que sempre serão, Pela fé, companheiros e irmãos.
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