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voto de silêncio

“No dia seguinte, fui ver um sadhu que havia feito voto de silêncio. Ele era um autêntico buscador da verdade. Não falava há seis anos. Fui a ele e fiz algumas perguntas: ‘Deus não nos deu língua para que pudéssemos falar? Por que não usar a sua para louvar e adorar o Criador em vez de ficar em silêncio?’

Sem qualquer sinal de orgulho ou arrogância, ele respondeu-me escrevendo numa losa: ‘Você está certo, mas minha natureza é tão maligna que eu não tenho esperança de que nada de bom saia de minha boca. Tenho permanecido em silêncio por seis anos, mas minha natureza permanece má, então é melhor ficar em silêncio até receber alguma bênção ou uma menssagem que possa ajudar outras pessoas’” (Sadhu Sundar Singh, The Wisdom of the Sadhu, p. 11).

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Despedida Se um dia você viajar pra Goiás E passar a porteira dos campos gerais Não se avexe e ande um pouco mais E será bem-vindo em meus quintais Com violas, cantorias. E se um dia você for ao Sul do Brasil E for tempo de inverno ou dia de frio, Provará o nosso chimarrão, Ouvirá, quem sabe, uma canção E haverá entre nós comunhão. Contaremos muitos causos, Lendas do sertão, Partiremos sobre a mesa Frutos deste chão, Levaremos na algibeira A recordação de um tempo tão bom. Se a distância um dia se estender entre nós E deixar-nos mudos, pensativos e sós, Os caminhos é que falarão Dos amigos que sempre serão, Pela fé, companheiros e irmãos.