"Teu brilho é minha escuridão. Nada sei de ti e, por mim mesmo, não posso nem mesmo imaginar como conhecer-te. Se eu te imagino, caio em erro. Se te entendo, engano-me. Se estou consciente e certo que te conheço, sou louco. A escuridão é suficiente" (Thomas Merton [1941], Dialogues with Silence, 2001).
Despedida Se um dia você viajar pra Goiás E passar a porteira dos campos gerais Não se avexe e ande um pouco mais E será bem-vindo em meus quintais Com violas, cantorias. E se um dia você for ao Sul do Brasil E for tempo de inverno ou dia de frio, Provará o nosso chimarrão, Ouvirá, quem sabe, uma canção E haverá entre nós comunhão. Contaremos muitos causos, Lendas do sertão, Partiremos sobre a mesa Frutos deste chão, Levaremos na algibeira A recordação de um tempo tão bom. Se a distância um dia se estender entre nós E deixar-nos mudos, pensativos e sós, Os caminhos é que falarão Dos amigos que sempre serão, Pela fé, companheiros e irmãos.
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