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amar ou não amar

"O evangelho de Jesus Cristo dá voz concreta a duas verdades paradoxais que expressam a tragédia da condição humana: a primeira é que, se você não ama, você não viverá; a segunda é que, se você ama, você morrerá. Se você não puder amar, você permanecerá preso a si mesmo e ficará estéril, incapaz de criar um futuro para si ou para os outros, incapaz de viver. Se, todavia, você de fato amar, você será uma ameaça às estruturas de dominação sobre as quais repousam a sociedade e então você será morto" (T.S. Eliot).

rodapé para todas as orações

Somente aquele a quem me prostro sabe a quem me prostro Quando tento dizer o Nome inefável, murmurando Tu, E sonho com fantasias fidianas e abraço no coração Símbolos (que sei) não podem ser o que Tu és. Assim sempre, todos os que oram blasfemam, Adorando com suas frágeis imagens um sonho folclórico, E todos os homens em suas orações, auto-enganadas, dirigem-se À construção de seu próprios inquietos pensamentos, a não ser que Tu em magnética misericórdia Te desvies De nossas setas, miradas imprecisamente, além do deserto; E todos os homens são idólatras, clamando surdamente A um ídolo surdo, se Tu os aceitas ao pé da letra. Não aceita, ó Senhor, nosso sentido literal. Senhor, em tua grande Contínua fala, traduz nossa metáfora claudicante. (C.S. Lewis)

o centro

"Preciso mudar do falar sobre Jesus para deixar que Ele fale comigo, de pensar sobre Jesus para deixar que Ele pense dentro de mim, de agir para e com Jesus para deixar que Ele aja através de mim. Sei que o único jeito de ver o mundo é vê-lo através dos Seus olhos... Tenho de ir ao centro do ser: o centro onde o tempo toca a eternidade, onde a Terra e o céu se encontram, onde a Palavra de Deus se torna corpo humano, onde a morte e a imortalidade se abraçam" (apud Josh Furnal , Bywords , 2007).

oração

"A única preocupação do diabo é impedir que os cristãos orem. Ele nada teme dos estudos feitos sem oração, de trabalho feito sem oração ou de religião feita sem oração. Ele ri de nossos esforços, faz pouco caso de nossa sabedoria, mas treme quando oramos" (Samuel Chadwick). Bruce Metzger, ao comentar Apocalipse 8.1, diz que ali há silêncio no céu depois de seis ou sete selos serem abertos. Depois, há uma grande calma, como que antes da tempestade. "E você fica imaginando porque há silêncio; cresce a tensão enquanto se espera outro juízo de Deus, contudo o silêncio aqui não é de terror. O silêncio (v. 3) é causado por um anjo que traz diante do altar as orações dos santos" (apud Josh Furnal, 2007, p. 6).

idéia nova

Uma palavra nova Para iluminar a nova manhã Uma idéia nova A cor, a flor temporã E mais uma cantiga nova Cheiro de limão, sabor de maçã O brilho da viola Lá na praia de Itapuã E mais uma janela aberta Para receber a brisa do mar E uma vontade certa De o coração navegar E mais, uma cidade alerta Esperando a voz da vida chamar Para uma grande festa Que apenas vai começar E mais, muito mais... Bem mais... Quero cantar como quem anuncia O calor do dia, a alegria, A vida, a nova estação. Sol, olha o sol sobre a pele da Terra! Somos só o sal, o resto é chão, É céu, é pleno verão. (Gustavo Messina & Gladir Cabral)

armas de fogo

"Canhões e armas de fogo são máquinas cruéis e odiosas. Eu creio que elas surgiram por sugestão direta do demônio. Contra as balas voadoras nenhum valor adianta; o soldado é morto, antes mesmo de saber como. Se Adão pudesse ter uma visão dos terríveis instrumentos que seus filhos iriam inventar, teria morrido de desgosto" (Martinho Lutero).

nos passos de Yesu

"Jamais me esquecerei da noite em que fui expulso de minha casa. Dormi ao relento, debaixo de uma árvore, e fazia muito frio. Jamais havia experimentado tal coisa. Então pensei: 'Ontem eu vivia no conforto. Agora estou tremendo de frio, e faminto, e sedento. Ontem eu tinha tudo o que necessitava e muito mais; hoje não tenho mais abrigo, nem roupas quentes, nem comida'. Por fora a noite era difícil, mas eu sentia uma grande alegria e paz em meu coração. Eu estava seguindo os passos de meu novo mestre -- Yesu, que não tinha onde repousar a cabeça, que fora desprezado e rejeitado. No luxo e no conforto de casa eu não havia encontrado paz. Mas a presença do Mestre mudou meu sofrimento em paz, e esta paz nunca mais me abandonou" (Sundar Singh, Wisdom of the Sadhu , p. 29).

beira de estrada

E vem chegando na beira da estrada Traz a poeira da longa jornada Em seu alforje, seu tudo, seu nada Sua algibeira é uma feira acabada. Mas na mente a lembrança da casa do Pai, A varanda caiada, uma folha que cai No final do verão, ante a nova estação, Vento novo que um dia viria. E vem chegando entre lenços e laços, Sobras de um tempo de perdas e lapsos. Muitos remendos, costuras e trapos. Não há sandálias, os pés vêm descalços. Mas lá dentro do peito a saudade do Pai, A vontade de ver o seu rosto que atrai, De prostrar-se aos seus pés De beijar seus anéis De pedir sua graça, que basta e passa Muito além da medida Contida E vem chegando e abrindo a cancela Como se abre uma velha janela A luz do sol cobre toda a cautela Esta manhã nunca esteve tão bela

sem lenço e sem documento

Semblante pesado, irado mesmo, cheio de desespero e pesar pela morte da esposa e de outro filho, o pai de Sundar Singh pronuncia para ele as palavras formais de expulsão e deserdamento: “Nós te rejeitamos para sempre e te expulsamos de nossa presença. Tu não serás mais meu filho. Nós não te conhecemos mais. Para nós, tu és como alguém que jamais nasceu. Tenho dito”. “Eu jamais me esquecerei da noite em que fui expulso de casa. Dormi debaixo de uma árvore, e estava muito frio. Jamais havia experimentado algo assim. Pensei: ‘Ontem eu vivia no conforto. Agora estou tremendo de frio, estou faminto e tenho sede. Ontem eu tinha tudo de que precisava e muito mais; hoje não tenho abrigo, nem o calor de minhas roupas, nem comida’. Por fora a noite era difícil, mas eu era tomado por uma maravilhosa alegria e paz em meu coração. Eu estava seguindo os passos de meu novo mestre – Yesu, que não tinha onde reclinar a cabeça, e que fora desprezado e rejeitado. No luxo e no conforto de minha casa eu nã...

leão ou chacal

Após a conversão de Sundar Singh, houve grande tumulto na cidade. A escola protestante foi fechada, os missionários tiveram que fugir para Ludhiana. Em casa, o pai de Sundar tentou dissuadi-lo dessa nova fé: “Meu querido filho – luz dos meus olhos, conforto do meu coração – que você tenha vida longa! Como seu pai, eu clamo para que você considere sua família. Certamente você não deseja que o nome de sua família caia em desgraça. Certamente essa religião cristã não ensina a desobediência aos pais. Eu ordeno que você cumpra o seu dever e se case. Já escolhi uma noiva, como é nosso costume, e tudo está preparado. Como presente de noivado, eu vou lhe deixar uma herança de 150.000,00 rúpias, que garantirão a você e à sua família uma vida confortável e segura. Seu tio ainda vai lhe dar uma grande herança em ouro. “Estou sendo bem razoável, meu filho. Mas se você se recusar a ouvir-me, então saberei que está disposto a desonrar sua família, e não terei outra alternativa senão deserdá-lo. Você...

encontro

“Embora naquele tempo eu me considerasse um herói por ter queimado os Evangelhos, meu coração não encontrava paz. Na verdade, minha inquietação só aumentava, e eu me sentia um miserável pelos próximos dois dias. No terceiro dia, quando não conseguia mais suportar a angústia, levantei-me às 3h da madrugada e orei para que, se Deus existisse afinal, que ele se revelasse a mim. Se eu não recebesse uma resposta até o amanhecer, eu colocaria minha cabeça nos trilhos do trem e buscaria a resposta além da fronteira desta vida. “Eu orei e orei, esperando pela hora de fazer minha última caminhada. Lá pelas 4h30 eu vi algo estranho. Havia um brilho na sala. No início pensei que havia fogo na casa, mas olhando através da porta e das janelas, eu não pude ver o que produzia a luz. Então me ocorreu um pensamento: talvez isso seja uma resposta de Deus. Então voltei ao meu lugar de costume e orei, olhando para a estranha luz. Então vi uma figura na luz, estranha mas de alguma forma familiar. Não era S...

luta interior

O menino Sundar Singh estava em grande conflito espiritual depois da morte de sua mãe. Os livros sagrados já não lhe traziam alento, ao mesmo tempo apareceram missionários cristãos, que lhe confundiam a cabeça com um conceito novo de Deus, uma outra visão de mundo. A primeira reação do menino era a rejeição completa dessa nova alternativa de fé, reação até violenta. “Essa não é a verdade de minha mãe, de nossos ancestrais, de nossa cultura. Essa é uma verdade estrangeira, que nos foi trazida do exterior por pessoas que não entendem nosso jeito de ser. Mas então porque meu pai me faz freqüentar uma escola cristã? Prefiro uma escola pública em Sanewal. Estou disposto a caminhar 16 quilômetros através do deserto. Eu sou um Sikh . Vou mostrar a eles. Vou mostrar ao meu pai o que é que penso desses colonizadores e seu estilo de vida ocidental, sua fé estrangeira...” Sundar Singh chegou a jogar pedras em seus professores, atrapalhar as aulas, ridicularizar os missionários e rasgar e lançar n...

sede

Em sua busca, o menino veio ao sadhu que vivia na floresta: “ Sadhu-ji , você diz que minha fome e minha sede são ilusão, armadilhas de maya . Somente Brahma é a verdade. Brahma é a fonte divina de todas as coisas, você diz; Brahma é Deus. Você diz que eu verei que sou uma parte de Brahma , e que assim que isso acontecer, minhas necessidades cessarão de preocupar-me. Perdoe-me, Sadhu-ji , e não fiques irritado comigo, mas como isso pode acontecer? Se eu sou Brahma ou parte dele, como posso ser enganado por maya ? Como pode a ilusão ter poder sobre mim? Pois se a ilusão tem poder sobre a verdade, então a verdade é em si mesma ilusão. É a ilusão então mais forte que a verdade? “ Sadhu-ji , você diz que eu tenho que esperar. Você diz que ganharei conhecimento das coisas espirituais quando crescer. Minha sede será saciada. Mas será que isso vai acontecer? Não é a comida a resposta para a fome? Não é a água a resposta para a sede? Se um garoto faminto pede pão, pode seu pai responder: ‘...

santi

Quando menino, Sundar Singh ficava horas e horas aos pés de seu mestre guru aprendendo os conceitos fundamentais da sua religião, como maya (ilusão) ou jnana (fome de certeza e conhecimento). Sacerdotes Sikhs haviam ensinado muitas coisas a ele, mas o menino ainda não estava satisfeito. Sundar Singh podia recitar o Guru Granth Sahib inteiro, que era o livro sagrado dos Sikhs, mas não havia como matar a sua sede. Sabia recitar de cor os Upanishads , os Darsanas , o Bhagavad Gita e os Shastaras dos hindus; até mesmo o Alcorão e o Hadis da religião islâmica. Sua mãe era temente a Deus e reconhecia que seu filho era um peregrino, um sadhu. Seu pai é que ficava preocupado. Ele perguntou a Sundar certa vez: “Por que você se atormenta com questões religiosas?”. O garoto respondeu: “Eu preciso de santi . Eu preciso de paz”.

na caverna

Um dia, nos Himalaias, Sadhu Sundar Singh ficou sabendo de um lama budista que vivia numa caverna nas montanhas. Ele havia fechado a entrada da caverna com um muro, deixando apenas uma pequena abertura para a passagem do ar. Vivia apenas de chá e cevada tostada. Como já vivia há muitos anos na completa escuridão, ficou cego. Queria ficar ali para o resto da sua vida. Sundar Singh foi visitá-lo e encontrou-o orando e meditando; ficou esperando do lado de fora da caverna, até o lama terminar suas orações. Então perguntou se podia conversar com ele um pouco através do buraco na parede. Primeiro, Sundar Singh perguntou: “O que você tem ganho ao viver uma vida de isolamento e meditação? Buddha não havia ensinado nada sobre um Deus a quem se pudesse orar. A quem ele orava, então?" Ele respondeu: “Eu oro a Buddha, mas não espero ganhar nada com minha oração nem com minha vida de isolamento. É justamente o oposto, eu procuro libertar-me de todo desejo de ganho. Eu busco o nirvana, a elimi...

posso brincar com Jesus?

Leia: Isaías 9:1-7 "O menino crescia e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele". Lucas 2:40 No dia seguinte, enquanto José e Maria reformavam e limpavam sua casinha, Jesus brincava sobre uma esteira colocada à sombra de uma oliveira florida. Ainda era cedo quando o pequeno Perez apareceu junto ao portão: – Tio José, posso brincar com Jesus? – Claro, meu filho, pode entrar. Mas cuidado, ele ainda é pequeno. Não deixa ele colocar esses toquinhos de madeira na boca. E assim Perez passava horas e horas na companhia de seus tios, brincando com o curioso e esperto menino chamado Jesus. Como toda criança, Jesus dava boas gargalhadas com as caretas do primo. E acompanhava com olhar atento e sério a cavalgada veloz de um toquinho de madeira que acabara de virar um cavalo alazão. Mais adiante, as areias do quintal viravam montanhas onde pastavam ovelhas, que antes eram pedrinhas espalhadas pelo chão. Jesus acompanha o movimento de uma certa ovelhinha...

voto de silêncio

“No dia seguinte, fui ver um sadhu que havia feito voto de silêncio. Ele era um autêntico buscador da verdade. Não falava há seis anos. Fui a ele e fiz algumas perguntas: ‘Deus não nos deu língua para que pudéssemos falar? Por que não usar a sua para louvar e adorar o Criador em vez de ficar em silêncio?’ Sem qualquer sinal de orgulho ou arrogância, ele respondeu-me escrevendo numa losa: ‘Você está certo, mas minha natureza é tão maligna que eu não tenho esperança de que nada de bom saia de minha boca. Tenho permanecido em silêncio por seis anos, mas minha natureza permanece má, então é melhor ficar em silêncio até receber alguma bênção ou uma menssagem que possa ajudar outras pessoas’” (Sadhu Sundar Singh, The Wisdom of the Sadhu , p. 11).

cinco fogueiras

“Mais tarde, encontrei outro sadhu. No calor do verão, ele ficava sentado entre as cinco fogueiras – isto é, quatro ao redor dele e o sol queimando em sua cabeça. No inverno ele ficava horas em pé dentro da água gelada. Mas a expressão do seu rosto era marcada pela tristeza e pelo desespero. Fiquei sabendo que aquele homem vinha fazendo esse exercício há cinco anos. Aproximei-me dele e perguntei: ‘O que você ganhou com essa disciplina? O que aprendeu?’ Ele respondeu com tristeza: ‘Não espero ganhar nada nem aprender nada nesta vida, e sobre o futuro nada posso dizer’” (Sadhu Sundar Singh, The Wisdom of the Sadhu , p. 11).

de cabeça para baixo

“Encontrei um outro sadhu fazendo penitência. Seus pés estavam atados com uma corda e ele estava pendurado de cabeça para baixo no galho de uma árvore. Quando terminou seu exercício e estava descansando debaixo da árvore, perguntei a ele: ‘Por que você faz isso? Qual o objetivo dessa tortura?’ Ele respondeu: ‘As pessoas ficam muito admiradas de me ver pendurado de cabeça para baixo na árvore, mas lembre-se, o Criador põe toda criança de cabeça para baixo no ventre de sua mãe. Este é meu jeito de servir a Deus e fazer penitência. Aos olhos do mundo isso parece tolice, mas por meio deste exercício eu faço lembrar a mim e aos outros que todos estamos presos ao pecado e levamos uma vida que, aos olhos de Deus, está de cabeça para baixo. Eu tento me colocar de cabeça para baixo de novo e de novo até que eu me coloque de pé aos olhos de Deus’. “É verdade que o mundo está de cabeça para baixo e que seus caminhos estão pervertidos. Mas será que podemos nos corrigir por nossas próprias forças? ...

papo cabeça

Nada como um bom papo cabeça, estar com a pessoa certa no lugar certo.